Esse ano a temporada de alpinismo do maior monte do mundo é a segunda mais fatal da história.

O Monte Everest, que fica há quase 9000 metros acima do nível do mar, sempre foi considerado uma desafio, a busca pela superação humana e muitos iam até lá para se provar mais capazes do que própria a natureza, afinal, sobreviver no Everest por si só já é um desafio.

Mesmo assim, esse ano, a temporada de alpinismo para o Everest se mostrou caótica e fatal, isso porque até o momento, já foram confirmadas 11 mortes.

Mas o que realmente chamou atenção, foi a foto publicada pelo cineasta Elia Saikaly, onde seu grupo de alpinistas passa pelo local onde um corpo já sem vida permanece pendurado por uma corda.

Saikaly conta que durante a noite, passaram por um grupo de 60 alpinistas, e ao amanhecer, assim que a entrada para o topo do Everest foi revelado, lá estava o corpo já sem vida, pendurado, lembrando a eles que a mortalidade é tudo uma questão de momento.

“Aqui estávamos todos, perseguindo um sonho e sob nossos pés havia uma alma sem vida” – Elia aikaly.

As vítimas dessa temporada de escalada até o momento são:

Robin Haynes Fisher, 44, morreu na “zona de morte” do Monte Everest – conhecido por seus baixos níveis de oxigênio e já havia relatado suas preocupações em torno da superlotação na montanha.
  • Séamus Lawless desapareceu no dia 16 de maio depois de cair do pico do Everest, as buscas foram dadas por encerradas e Séamus é considerado morto.
  • Kevin Hynes, 56 anos, faleceu na parte norte da montanha pelo lado do Tibete.
  • Robin Haynes Fisher, 44, desmaiou e morreu a apenas 150 metros do pico
  • Quatro indianos, um austríaco, um americano e uma pessoa do Nepal morreram no Everest
  • Christopher John Kulish, um advogado americano de 62 anos, morreu repentinamente em sua descida pelo Colo sul.
  • Um homem desconhecido morreu em sua tenda a 23.000 pés na descida depois de voltar antes de chegar ao topo.

Todas essas mortes nos fazem pensar sobre o que ocorre na montanha mais alta do mundo, será que a natureza, tão perfeita e ao mesmo tempo, tão brutal, é realmente a única culpada por todas essas vidas perdidas.

O motivo pela maioria das mortes foi considerado falta de oxigênio e exaustão, essa temporada, houve um grande número de alpinistas nas mesmas trilhas, e o atraso quando se é fundamental permanecer em movimento, pode ser fatal.

Além disso, o caos da situação colocam a prova toda questão ética e humana daqueles alpinistas, sobreviver a qualquer custo torna-se um questionamento recorrentes, e nesses momentos, o pior lado do ser humano tende a aparecer.

Este post foi modificado pela última vez em 10/06/2019 10:16 am

Leandro Isola @leandroisola

Criador do Porta Elos, formado em Gestão de TI pai do João Olavo. É apaixonado por séries e livros.

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Leandro Isola @leandroisola

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