Depressão pode aumentar o risco de demência

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A demência não é uma doença específica, mas um quadro sintomatológico causado por distúrbios que afetam o Sistema Nervoso Central. Constitui-se no declínio geral das habilidades mentais, afetando a linguagem, capacidade cognitiva, raciocínio e a memória do indivíduo.


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Embora seja mais frequente em idosos, a demência não é consequência normal do envelhecimento, sendo que, alguns medicamentos e doenças como Alzheimer e Parkinson podem alterar o tecido cerebral e desencadear a sintomatologia.

E mais, até mesmo a depressão pode aumentar o risco do indivíduo apresentar demência no futuro.

Um estudo realizado na Suécia sugere que homens e mulheres com depressão são muito mais propensos a desenvolver demência do que seus pares sem depressão.

Ainda, o risco de apresentar o quadro sintomatológico de demência pode persistir por décadas em pessoas que foram diagnosticadas com depressão, relatam os pesquisadores, dentre eles, Dr. Peter Nordstrom, professor de geriatria da Umea University, na Suécia.

A partir de dados dispostos no Registro Nacional de Pacientes da Suécia, o estudo envolveu 119.386 registros de pessoas com idade superior a 50 anos que apresentaram depressão. Os cientistas compararam estes registros com número igual de registros de pessoas sem esse diagnóstico e obtiveram resultados consideráveis.

Cerca de 5,7% dos indivíduos que apresentavam depressão desenvolveram demência, enquanto apenas 2,6% das pessoas sem depressão manifestaram o quadro sintomatológico de demência, isso durante um seguimento médio de mais de 10 anos. Aqueles indivíduos com depressão, tiveram uma probabilidade 15 vezes maior de desenvolver demência nos primeiros seis meses após o diagnóstico de depressão do que os colegas que não se encontravam deprimidos. Essa taxa diminui rapidamente, entretanto, pode ainda persistir após 20 anos.

Os investigadores também integraram a análise com um estudo que compreendia 25.322 pares de irmãos com mais de 50 anos, nos quais um deles teve depressão e o outro não. E mais uma vez, o comportamento dos diagnósticos se repetiam. Um irmão com diagnóstico de depressão, tinha 20 vezes mais tendência a apresentar demência nos primeiros seis meses após o diagnóstico do que seu irmão ou irmã que não tinha depressão. O risco também reduziu com o tempo, contudo, este ainda persistia por mais de 20 anos.

Por ser um estudo observacional e comparativo, o diagnóstico de depressão não implica obrigatoriamente que o indivíduo apresentará demência no futuro, incrementa o Dr. Peter Nordstrom.

O estudo foi publicado na Revista Científica PLOS Medicine e pode ser acessado neste link.

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