Bem estar Saúde Depressão pós-parto: saiba mais sobre essa doença

Depressão pós-parto: saiba mais sobre essa doença

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A maternidade é uma fase de muitas transformações e emoções para a mulher. Quando a mãe não está pronta para lidar com todas as mudanças, as chances de desenvolver um quadro de depressão pós-parto aumentam muito. 

Não existe apenas uma causa para que a doença surja, mas a combinação de fatores físicos e emocionais faz com que cerca de 2 milhões de mães brasileiras desenvolvam a doença por ano. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),  1 em cada 4 mulheres brasileiras sofrem com essa condição.

Diante disso, quais são os sintomas mais comuns para identificar a depressão pós-parto? Como buscar ajuda para a mãe? De que forma a família pode ajudar nesta fase? Se você deseja saber mais sobre o assunto, continue lendo esse post e confira!

Sintomas da Depressão pós-parto

sintomas Depressão pós-parto

Ansiedade, tristeza, cansaço e exaustão. Esses são alguns sintomas que podem identificar o início de uma depressão pós-parto ou o chamado Baby Blues. A diferença entre um diagnóstico e outro é o tempo da duração desses sintomas, já que  a depressão costuma ser mais duradoura enquanto o Baby Blues é uma fase que dura, em média, 15 dias.

Não há uma causa específica para que esses quadros apareçam na vida da nova mãe. No entanto, um dos motivos apontados para a depressão pós-parto é o desequilíbrio hormonal que atinge o organismo da mulher após o fim da gestação.  Em resumo, essa doença pode piorar ou se manifestar com os seguintes fatores:

  • Privação de sono;
  • Desequilíbrio alimentar;
  • Exaustão;
  • Falta de apoio do pai e dos familiares;
  • Histórico de depressão durante a gravidez ou em outros momentos da vida.

Um dos sinais mais evidentes do diagnóstico de depressão pós-parto  é quando a mãe não consegue amamentar a criança ou evita a interação com o bebê por conta da irritabilidade e dificuldade de cuidar até de si mesma. Por isso, caso você suspeite dessa situação, saiba que procurar terapia e ajuda de um psiquiatra é fundamental, pois quanto mais o quadro se agrava,  maior será a dificuldade da mãe em criar um vínculo com a criança.

Como ajudar uma mãe com depressão pós-parto?

Além da terapia e do tratamento com antidepressivos ou reposição hormonal, o apoio e compreensão do pai e dos familiares da mãe faz toda a diferença nessa fase.

Não julgar a mulher ou atribuir culpa pela situação na qual ela se encontra é um bom começo. Afinal, lembre-se: ela não está delegando os cuidados com o bebê por vontade própria e sim por também precisar de cuidados. Apesar de coisas bem simples, algumas atitudes podem ajudar bastante nessa fase. São elas:

  1. Se ofereça para cuidar do bebê 

Com um recém-nascido em casa, até tomar um banho diário pode ser a tarefa mais desafiadora do mundo. Se a mãe tem um quadro de depressão pós-parto então, essa situação pode ser muito desgastante. Por isso, se ofereça para cuidar do bebê enquanto a mulher toma banho ou descansa por um tempo. É um cuidado simples, mas que que traz grande alívio.

   2. Não faça comparação da mulher com outras mães

A maternidade por si só já é um exercício diário de paciência e nenhuma mãe é igual a outra. Ao comparar a mulher com depressão à mães carinhosas e super atenciosas, isso pode agravar o quadro, além de não ajudar a criança de nenhuma forma prática. O momento deve ser de compreensão, pois cobranças internas e em dobro, essa mãe certamente já tem.

3. Os pais devem ser presentes

Cuidar não é uma tarefa exclusiva da mulher e nem deveria ser. Por isso, nada mais justo do que os companheiros compartilharem de fato a responsabilidade com o bebê e buscarem alternativas para ajudar a mãe, compartilhando tarefas e experiências.

Por fim, encarar a depressão pós-parto como uma doença real e não resumir esse momento à frescura é uma forma de compreender a situação  incentivar a mulher a buscar ajuda especializada. Afinal, sabia que a ausência de vínculo e a rejeição da nova fase pode ser desencadeada até pelo medo de não ser uma boa mãe?  Fica a dica!

Bruna Martins Oliveira
É jornalista formada pela PUCPR. Autora da monografia ‘O Transtorno Bipolar na perspectiva da mídia: uma análise do Paraná no Ar’ e escreve para áreas como saúde, bem-estar e comunicação.

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