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Por que falar sobre prevenção do suicídio é importante ?

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A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por ano, são 800 mil pessoas que falecem dessa forma e esse número ultrapassa óbitos causados por outras situações como câncer de mama, malária, guerra civil e homicídio, de acordo com a ONU.

Cerca de 79% dos casos mundiais ocorrem em países de baixa renda e o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens na faixa etária dos 15 a 29 anos. Diante disso,  qual é o problema de tratar o assunto como tabu? O suicídio é uma questão de saúde pública e ao contrário do que muitas pessoas pensam, falar sobre o assunto promove conscientização social e pode ajudar a salvar uma vida. Aliás, você sabia que 90% dos suicídios poderiam ser evitados com diálogo?

É por isso que a campanha “Setembro Amarelo”, criada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) foi criada, afinal, falar e ouvir uma pessoa que esteja cogitando suicídio é a melhor solução. Se interessou pelo assunto? Leia mais e compartilhe essa ideia!

Por que “Setembro Amarelo”? 

Setembro amarelo

Nas campanhas de prevenção contra alguma doença, é comum a adoção de uma cor para o mês onde as informações são mais propagadas. O amarelo, neste caso, tem uma explicação  simbólica: o suicídio de um adolescente americano chamado Mike Emme que amava a cor amarela. 

No dia do funeral do jovem, havia uma cesta com 500 cartões amarelos que continham a seguinte mensagem “Se você precisar, peça ajuda”.  Os cartões se espalharam e a repercussão foi vários pedidos de ajuda nos Estados Unidos.

Depois do ocorrido, os pais de Mike participaram do início de um programa de prevenção contra o suicídio chamado “fita amarela”  e desde então, órgãos internacionais adotaram a cor amarela para fazer campanhas sobre o assunto.

Veja em nosso site : 

Fotos Mostram Que A Depressão Não Tem Rosto

Mal Do Século: Por Que A Depressão Considerada Dessa Forma?

Como falar sobre suicídio ?

suicídio

Ao divulgar informações ou conversar com as pessoas sobre o suicídio é importante ter cuidado, seriedade e empatia com as palavras usadas. Não tratar o suicídio como uma escolha é fundamental, já que o objetivo da campanha é justamente incentivar a pessoa com ideação suicida a procurar ajuda e saber que tem solução. 

As estatísticas falam muito sobre esse problema de saúde pública, tanto que esse texto inicia com dados sobre essa situação. No entanto, não reduzir as pessoas a números e explicar como a pessoa pode buscar ajuda, humanizando a abordagem pode ser muito mais eficiente.

Não invisibilizar o problema já é um grande avanço, mas saber o limite ético, respeitar a fragilidade das pessoas que já tentaram suicídio ou perderam alguma pessoa dessa forma é fundamental para não passar uma mensagem equivocada.

Falar sobre o tema é uma forma de quebrar o preconceito e o estigma que ainda é muito presente em relação à saúde mental e muitas vezes impede a pessoa de buscar ajuda especializada. Em resumo, é importante lembrar que:

  • Escutar sem julgamentos é importante;
  • Não  se deve associar o suicídio à falta de religiosidade;
  • A melhor forma de abordar o assunto é falar sobre a prevenção do suicídio;
  • Não se deve divulgar o assunto de forma sensacionalista;
  • Enfatizar que momentos difíceis podem ter uma saída é importante.

Saiba onde procurar ajuda

Uma das formas de procurar ajuda é o Centro de Valorização da Vida (CVV), iniciativa criada em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho  Federal de Medicina (CFM). 

O CVV é uma central telefônica e por meio do 188,  a pessoa pode buscar apoio emocional de forma totalmente gratuita e sigilosa. O programa funciona 24 h por dia, todos os dias da semana. Também é possível buscar atendimento pelo site da iniciativa,  programas de terapia acessível ou recorrer à rede do Sistema de Único de Saúde (SUS) por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Compartilhe esse conteúdo e ajude a fortalecer a importância de quebrar esse tabu!

Bruna Martins Oliveira
É jornalista formada pela PUCPR. Autora da monografia ‘O Transtorno Bipolar na perspectiva da mídia: uma análise do Paraná no Ar’ e escreve para áreas como saúde, bem-estar e comunicação.

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