“Escutei o ruído quando o trituravam. Me sinto uma assassina”, diz modelo que abortou

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A modelo paraguaia Adela Alonso recordou em um programa de televisão sobre o aborto que realizou no começo de sua carreira.

“Eu abortei. Escutei o ruído que fez quando o trituravam. Não consigo lidar com isso. Não consigo esquecer”, confessou ela. “Me sinto uma assassina”.

O triste depoimento foi gravado no ‘reality show Mundos Opuestos,’ e transmitido pela emissora ‘Red Paraguaya de Comunicación’.

A jovem  modelo  chora ao dar seu depoimento  dizendo que se arrepende de ter feito o aborto, mesmo tendo se confessado ao padre na época.

“Mesmo que tenha me confessado, me custa perdoar a mim mesma. Não estou tranquila comigo mesma.Abortei em um dia 17 de abril, dois dias depois do meu aniversário”

No Brasil,  a atriz Cássia Kis revelou no programa Conversa com Bial do dia 18 de julho de 2018, que em sua primeira gravidez fez um aborto aos 30 anos, do qual se arrepende até hoje.

“Fiz um aborto aos 30 anos e foi muito difícil porque era uma escolha do meu parceiro não ter filhos. Eu falei: ‘Escuta, vamos ter’, e ele disse: ‘Não!’ Fiquei em pânico”, disse a atriz no programa de Pedro Bial. “Hoje lamento profundamente”.

Aborto

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Rio de Janeiro – Mulheres defendem legalização do aborto e protestam contra CPI na escadaria da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O direito das mulheres a fazer um aborto legalmente até a 12ª semana de gravidez é um dos temas que mais divide opiniões no mundo.

Hoje no Brasil, o aborto é legalizado somente em três casos: quando a mulher sofre um estupro, quando o feto é anencéfalo ou quando a gestação representa um risco para a vida da mulher.

Leia em nosso site : Grávida Apoia Descriminalização Do Aborto E Gera Debate

Mas mesmo assim a lei não é feita, segundo a Dra. Maria de Fátima Marinho, diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde, entre 2011 e 2016, 4.262 adolescentes de 10 a 19 anos tiveram uma gestação resultante de estupro e o consequente nascimento do bebê. Ou seja, um direito previsto em lei é negado a mais de 700 jovens brasileiras todo ano.

O governo federal não tem informações sobre o número de abortos ilegais no País. Mas de acordo com a Pesquisa Nacional de Aborto (PNA) 2016, quase 1 em cada 5 brasileiras, aos 40 anos já realizou, pelo menos, um abortamento.

A cada dois dias, uma mulher morre vítima de aborto inseguro no Brasil. Todos os anos, ocorrem 1 milhão de abortos clandestinos no mundo.

A discussão para legalizar o aborto é crescente no Brasil, para Silvia Camurça, da Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e Pela Legalização do Aborto, é necessário que as mulheres abracem a causa que faz parte de suas vidas, seja por medo, por preocupação ou por terem sido vítimas de alguma violência.

“Só com expressiva maioria será possível transformar o cenário provocado pela clandestinidade. Hoje as mulheres são coibidas e reprimidas de se posicionar favoravelmente ao aborto, embora a gente saiba que assim como a maternidade, a menstruação, o sexo, é parte da vida de toda mulher minimamente saudável. É parte da vida sexual e de ter uma gravidez não desejada, até porque os métodos para se evitar falham muitas vezes.”

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde e do Instituto Guttmacher (EUA), publicada em 2016, demonstrou que nos países em que o aborto é proibido o número de procedimentos não é menor do que em lugares onde é legalizado.

E você é contra ou a favor da legalização do aborto, comente abaixo.

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