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Aos 92 anos, pediatra atende crianças de graça no Paraná

Voluntário decidiu ser médico aos 4 anos de idade e  há mais de 60 anos ajuda crianças 

Reprodução : Instagram
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O amor pela profissão é o que move ou deveria mover grande as pessoas. E, felizmente o mundo ainda conta com exemplos de profissionais que exercem a vocação unindo o gosto pelo que fazem e a vontade de ajudar o próximo.

É com esse sentimento que o  pediatra Ivan Fontoura, de 92 anos, decidiu usar sua experiência profissional e de vida para continuar exercendo a medicina de forma voluntária.

A ideia começou há seis anos, em um consultório na cidade de Paranaguá – litoral paranaense , no qual o médico saia de Curitiba duas vezes por semana e dirigia 100 km (ida e volta) para atender as crianças. A ideia continuou e  há três, o médico voluntário atende crianças de forma gratuita em um consultório que fica no bairro Jardim Jacarandá, em Pontal do Paraná.

Os atendimentos são realizados duas vezes por semana e desde janeiro deste ano, já foram atendidas cerca de 700 crianças de baixa renda da região – uma média de 40 consultas gratuitas por dia.

O médico atua em parceria com sua esposa, Eva Fontoura, que, além de enfermeira é assistente social e t compartilha com os ideais do marido: fazer a diferença na vida dos pequenos que tanto precisam de cuidado e atenção. Segundo o pediatra, mais do que importante ou heroico, esse trabalho é uma necessidade, que ele percebe desde o início da carreira quando trocou os interesses na área de ginecologia e obstetrícia pela pediatria.

Ivam e esposa
O pediatra Ivan e sua companheira e enfermeira, Eva. Foto: Arquivo pessoal

“É um trabalho de fronteira que não é só importante, mas necessário. É uma atitude modesta mas importante. Desde 1969 eu observada os problemas da fome e problemas das crianças e é bom vê-las boas e vencendo as enfermidades”, destaca o médico que, formado desde os 24 anos de idade já passou por diversos hospitais com  o Pequeno Príncipe – referência em atendimento pediátrico, onde se aposentou em 2005.

O doutor que poderia ter escolhido qualquer outra atividade depois de se aposentar, resolveu aproveitar todas as suas experiências para um bem maior: prestar atendimento a quem precisa. Formado pela Universidade Federal do Paraná, com mestrado nos Estados  Unidos e doutorado na França, doutor Ivan já passou por lugares como México, Califórnia, Jamaica e Paris, onde acumulou conhecimentos não só na área de medicina, mas de humanidade. Ele conta que esse desejo por ser médico é um sonho de infância, que por sinal perdura até hoje:

“Eu cogitava, quando criança, ser médico e isso desde os quatros anos. Queria ser pateiro e continuei me interessando pela medicina até que em 1946 entrei na universidade e me formei em 1951. O início é de luta, mas a criança e o tempo infantil é muito importante e as crianças que são de classe socioeconômica frágeis são as que mais necessitam de ajuda”, conta o voluntário.

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Quer ser médico? Vá além

Na visão do doutor Ivan , quem deseja se dedicar à área da medicina, precisa ter em mente que é importante adquirir conhecimento não só dos livros, mas da vida.Ao pensar em referências de pediatras que falam sobre esse assunto,  Fontoura afirma que, apesar de  todo início  de carreira ter seus desafios, o segredo está em ir além e por isso, o futuro médico deve:

“Pôr a mão na criança, examinar e não ficar baseado só no que a mãe ou os exames dizem. É preciso ter intimidade com a criança e o pediatra tem que ser alegre e confraternizar”, aconselha.

Inclusive, ao destacar a relevância disso na prática da medicina, o pediatra também recorda de um  dos atendimentos que marcaram sua trajetória.

“Eu me lembro que, de tanto conversar com as crianças, uma vez atendi um menino de quatro anos que saiu do consultório e depois a mãe me contou que ele disse ‘mãe aquele médico é tão infantil’. Ali eu achei que estava cumprindo o papel . A pediatria não é brincadeira, mas quando for possível, brinque”, finaliza.

Observação: a história do Dr. Ivan foi publicada inicialmente no caderno “Sempre Família”, do jornal Gazeta do Povo.

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1 comentário
  1. ami veras Diz

    não é cubano?? nossa!!
    que fenômeno !

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