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Brasil é o quinto país no ranking de pirataria de música

O Brasil consta como quinto país com o maior número de downloads ilegais de arquivos de música na internet, de acordo com uma pesquisa feita pelo serviço de monitoramento musical Musicmetric. O levantamento, chamado de Index de Música Digital, analisou a localização e a quantidade de downloads de músicas entre janeiro e junho de 2012, via Torrent, método mais comum usado para baixar arquivos digitais.


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Os Estados Unidos estão no topo da lista de pirataria de música online, com mais de 96 milhões de downloads. A Grã-Bretanha, em segundo lugar, com cerca de 43 milhões, e o Brasil em quinto lugar, registrou mais de 19 milhões de downloads, atrás da Itália e do Canadá. Em todo o mundo, mais de 3 bilhões de músicas foram baixadas a computadores usando Torrent durante o período coberto pela pesquisa.

De acordo com o Musicmetric, o disco Talk that Talk, da cantora americana Rihanna, foi o mais baixado no mundo, com mais 1,2 milhão de downloads. A cantora britânica Adele e o belga Gotye também estão entre os cinco mais populares do mundo.

O artista mais baixado em cinco dos 20 primeiros da lista foi DJ americano Billy Van, que causou surpresa a muitos. Os países que mostram o DJ no topo da lista de downloads incluem Brasil, Índia, Romênia e Grécia.

A própria Musicmetric acredita que um dos motivos do alto índice de download do DJ americano é o fato de o EP, The Cardigan, estar licenciado para distribuição gratuita por Torrent. “Foi uma estratégia interessante para promover o disco de Billy Van, mas não quer dizer que ele seja realmente o mais popular em todos esses países”, disse a Musicmetric à BBC Brasil.

A organização prevê ainda que até 2015, o Brasil ultrapasse a Grã-Bretanha e ocupe o segundo lugar mundial na pirataria de arquivos digitais de música. No entanto, a Musicmetric diz que isso “não é necessariamente ruim”. “O crescimento dos downloads no Brasil mostra que as pessoas estão interessadas nisso. O fato de que 19 milhões de músicas são baixadas ilegalmente não quer dizer que as pessoas não comprariam essas músicas”.

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