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Demissões em 140 caracteres

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O Twitter é uma arma poderosa para arrumar uma colocação profissional, mas também pode custar o emprego ou os negócios.

O ditado é antigo: quem fala o que quer, ouve o que não quer. A lição a ser aprendida com ele é óbvia: não dá para sair falando tudo o que der na telha, com pena de sofrer as consequências. Esse conselho também vale para as redes sociais, embora algumas pessoas não se deem conta disso.

O fenômeno é tão recente quanto os canais que o viabilizam, mas tem acontecido com uma frequência assustadora. São comuns os casos de pessoas que se complicam profissionalmente por conta de postagens no Twitter. E, em alguns casos, o resultado é a demissão, renúncia e até mesmo fim da carreira. Relembre alguns desses casos e evite dores de cabeça em sua vida profissional ou nos negócios.

1) Assédio virtual

O deputado norte-americano Anthony Weiner usava a conta no microblog para enviar fotos eróticas para algumas seguidoras. Uma estudante, que foi brindada com um close de Weiner de cuecas, denunciou o assédio virtual

A conta de Twitter do deputado tinha mais de 75 mil seguidores e várias fotos apareceram após a primeira. Weiner admitiu o erro e acabou renunciando após mais de 20 anos de uma carreira de sucesso. Ele se reelegeu seis vezes e era um nome forte do Partido Democrata para disputar a prefeitura nova-iorquina em 2013.

2)Patrocinador do time adversário

Outro caso que ficou famoso no Brasil foi o do diretor da Locaweb, Alex Glikas, que foi demitido após ironizar via Twitter o São Paulo Futebol Clube, time patrocinado pela empresa em que trabalhava.

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Corintiano declarado, o executivo postou xingamentos contra os torcedores são paulinos e deixou a companhia em situação delicada, já que a empresa havia firmado um contrato de aluguel por dois jogos com o clube.

3)Estagiária preconceituosa

Também de grande repercussão foi o caso da estudante de Direito Mayara Petruso. Algumas horas após a divulgação do resultado final do segundo turno à Presidência da República, e revoltada com o resultado das apurações, ela tuitou ofensas à nordestinos.

A repercussão foi imediata e a mensagem começou a se espalhar como um vírus pelo Twitter, pois os demais usuários ficaram indignados. O assunto gerou tanta repercussão que foi parar no Trending Topics.

Na tentativa de aliviar a situação, Mayara excluiu as mensagens ofensivas além de configurar a privacidade de sua conta, de forma que somente seus seguidores tivessem acesso. Mas as mensagens já haviam sido indexadas por outros serviços integrados ao Twitter.

A Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE) denunciou a estudante ao Ministério Público Federal pelos crimes de racismo e incitação pública de ato delituoso – no caso, homicídio.

Written by Leandro Isola

Criador do Porta Elos, formado em Gestão de TI e pai do João Olavo. É apaixonado livros e boa informação.

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