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Ditados populares que você provavelmente fala errado

ditados

Batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão, se você sempre achou essa frase estranha, você está certo, pois muitos ditados populares com o tempo foram ensinados errados para você, pois como essas tradições foram orais por muito tempo, houve o chamado telefone sem fio e as frases foram modificadas um pouco.

Por isso vamos listar aqui alguns ditados populares que você sempre falou errado, e muitos você verá que fará mais sentido agora, e claro você vai parar de assassinar a linha portuguesa. Confira :

“Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.

batata

O correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.” Falando rápido, é fácil juntar as palavras e formar o esparrama.

“Quem tem boca vai à Roma”.

roma

Na verdade, o original é Quem tem boca vaia Roma”. Uma simples separação da palavra muda tudo.

“Cor de burro quando foge”.

cor de burro

Claro que essa cor não existe, porque o ditado correto é “Corro de burro quando foge”. Parece estranho, mas faz mais sentido.

“Cuspido e escarrado” – quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.

estatua

O correto é:: “Esculpido em Carrara.” (Carrara é um tipo de mármore)

“Quem não tem cão, caça com gato.”

gato

O correto é: “Quem não tem cão, caça como gato…” ou seja, sozinho, como um gato.

“Enfiou o pé na jaca”

pé na jaca

O correto é: “Enfiou o pé no jacá” (No livro “Suíte gargalhadas”, o músico Henrique Cazes explicou a origem da expressão pouco conhecida: “A origem dessa denominação do pileque remonta aos tempos em que os bares tinham, na parte da frente, cestos com frutas e legumes. E era nos cestos de palha, chamados jacás, que ficavam os artigos à venda. Quando alguém bebia demais, ao sair, enfiava o pé no jacá”).

“Esse menino não para quieto, parece que tem bicho carpinteiro”

menino

O correto é: “Esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”

“Hoje é domingo, pé de cachimbo”

cachimbo

O correto é: “Hoje é domingo, pede cachimbo”, agora faz mais sentido os ditados, né?

Written by Andreia Landa Pandim

Uma pessoa que ama viver, mas que sempre precisa dos outros para ser feliz

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  1. Há algum tempo, um gramático divulgou na Internet explicações de expressões populares, como “batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão” (o correto mesmo é “se esparrama pelo chão”), “esculpido e encarnado” (o correto é realmente “cuspido e escarrado”; a expressão veio do francês, em que o verbo “cracher”, escarrar, também significa identidade, donde a palavra “crachat”, escarro, que deu origem ao português “crachá”, designativo da plaquinha de identificação que as pessoas trazem no peito; em inglês, “spit”, cuspo, também é usado como identificação, donde a expressão “He is the spit and image of his father”, isto é, “ele é o cuspo e a imagem do pai”); “corre de burro quando foge” (forma que Castro Lopes sugeriu para corrigir a expressão adequada “cor de burro quando foge”, em que “burro” designa a cor vermelha que um fujão apresenta, e não o animal; de “burro”, cor, temos palavras como “borro”, designativa do carneiro entre um e dois anos, e “borracho”, que designa o pombo sem penas, por sua coloração avermelhada, e possivelmente “borrega”, ovelha de um ano); “quem tem boca vaia – verbo vaiar – Roma” (o correto é exatamente “quem tem boca vai – verbo ir – a Roma”, frase originada das peregrinações a Roma, donde palavras como “romaria” e “romeiro”, associadas à peregrinação); “ ter bicho no corpo inteiro” (o correto é “ter bicho-carpinteiro”, referência, segundo Leite de Vasconcelos, ao oxiúro que provoca pruridos anais e movimentos sacudidos); “quem não tem cão caça como gato”, isto é, “sozinho” (o correto é mesmo “quem não tem cão caça com gato”, isto é, à falta do instrumento adequado, apela-se para um substituto, porque a necessidade faz o sapo pular). As explicações divulgadas por esse gramático são anticientíficas, sem respaldo documental, e devem ser desprezadas.
    Aliás, esse gramático disse não existir bicho carpinteiro, para justificar sua versão de que a expressão deveria ser “ ter bicho no corpo inteiro”. Antenor Nascentes, em seu Tesouro da Fraseologia Brasileira (3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986), no verbete bicho, cita Leite de Vasconcelos, mas sua explicação é a de que o nome teria vindo de um coleóptero do gênero xylotrophus (xylo em grego, significa “madeira”; e trophus, “alimento”, donde “bicho carpinteiro”, o que se alimenta de madeira).

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