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Enem: prova teria vazado no Ceará

Um grupo de estudantes denunciou que o colégio e cursinho pré-vestibular Christus, um dos principais grupos educacionais do Ceará, teria disponibilizado aos alunos um caderno com questões idênticas às que foram aplicadas no último final de semana.


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A denúncia foi feita ao Ministério Público Federal no Ceará, informando que uma escola particular da capital teria disponibilizado aos alunos um caderno com questões idênticas às propostas no Enem. Após ser procurado pelos estudantes, o procurador da República Oscar Costa Filho constatou irregularidade, ao comprovar a existência de 13 questões idênticas, literalmente copiadas de um simulado elaborado na cidade de Fortaleza e encontradas nas provas do Enem.

O Ministério Público do Ceará irá encaminhar uma recomendação ao Ministério da Educação (MEC) de anulação do Enem 2011.

Oscar Costa Filho garante que as provas existentes já são suficientes para concluir que “houve vazamento” e que agora resta descobrir qual foi o caminho percorrido pelas questões. O procurador disse que vai acionar o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anízio Melo, o Inep, e pedir a anulação do Enem 2011.

O colégio se pronunciou através de nota dizendo que possui um vasto banco de dados com questões fornecidas por professores e ex-alunos. As questões que o conteúdo antecipou foram as seguintes: no 1º dia, prova amarela, nº 87,46,50,74,57,34,33,32 e 2º dia, prova amarela, 113,180, 141, 173 e 154.

O colégio comemora resultado do Enem 2010

Cancelamento

O governo estuda excluir os 639 alunos do colégio Christus do exame e oferecer a eles a possibilidade de refazerem o Enem nos dias 28 e 29 de novembro, quando será aplicado nos presídios. O MEC ainda informou que, se a escola tem mesmo responsabilidade na antecipação das questões, o diretor poderá ser responsabilizado civil e criminalmente.

Segundo o iG apurou, alunos de outra grande escola de Fortaleza, a Farias Brito, souberam por meio de colegas do Christus sobre o suposto favorecimento e começaram a divulgar o assunto nas redes sociais. Jorge Cruz, diretor de uma das unidades do Colégio Farias Brito, disse que a instituição não tem relação com a denúncia. Segundo ele, a maioria de seus alunos que fizeram o exame estava satisfeita com o resultado que obteve. Mas os estudantes ficaram indignados quando souberam do suposto vazamento. “A gente viu isso por meio das redes sociais. Nossos alunos se sentiram prejudicados, apesar de a maioria ter se saído muito bem. Não queríamos que a anulação”, disse Cruz

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