Homem ruivo conseguiu uma vaga no concorrido curso de medicina da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) concorrendo pelo sistema de cotas raciais ao se autodeclarar pardo no momento da matrícula, e a Universidade não fez a verificação pessoal durante a matricula.

A Universidade abriu um processo administrativo para apurar o ingresso do estudante, que é ruivo e tem pele clara. O universitário, de 38 anos, estuda no campus de Vitória da Conquista, na Bahia.

O estudante foi entrevistado pela Folha de S. Paulo e disse que “a questão étnico-racial é de identidade cultural, de como a pessoa se vê em sua comunidade”. Silva se considera pardo porque tem uma avó negra.

Em nota a Universidade confirmou que atualmente a matrícula dos aprovados no vestibular pelo sistema de reserva de vagas se dá por meio de autodeclaração, ou seja, após se declarar negro ou pardo, a universidade não faz nenhuma conferencia presencial para saber se a informação está correta.

Veja nota completa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

A Universidade informa que um processo administrativo está em andamento para apurar o caso, no qual os interessados já foram ouvidos e a denúncia está sob análise da Procuradoria Jurídica.

Atualmente, a matrícula dos aprovados pelo sistema de reserva de vagas se dá pela autodeclaração. A Uesb vem discutindo e se movimentando no sentido de aprimorar o processo, com a implantação de um comitê de avaliação para assegurar a transparência e a segurança dos candidatos.

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