Inclusão de autistas
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Inclusão de autistas no ensino regular traz benefícios para todos

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Hoje é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, no Brasil, o autismo vem ganhando cada vez mais espaço de estudos ou em número de matriculados nos colégios. Várias ações, legislação e pesquisas vêm validando a importância de tornarmos obrigatória a inclusão de pessoas com Transtorno de Espectro Autista, em especial oferecendo cada vez mais suporte às escolas de nosso país para que esse processo represente ganhos efetivos, não só para pessoas com autismo, mas sobretudo, para a sociedade como um todo.

Segundo Camila Cury, psicóloga e presidente da Escola da Inteligência, programa especializado em educação socioemocional idealizado por Augusto Cury, justamente por não existirem dados suficientes sobre o tema, é difícil mensurar quantas pessoas estão inclusas neste espectro no Brasil.

“Uma das formas de se lidar com o assunto e inseri-lo na vida das pessoas de uma forma natural é por meio da escola. No convívio entre as crianças que não apresentam a característica e as que possuem autismo, surge uma relação saudável que promove aceitação entre as diferenças e as necessidades de cada indivíduo”, explica.

Pais e professores, em níveis maiores ou menores de preocupação, podem acabar focando sua atenção na possibilidade de haver dificuldade no ritmo de aprendizagem por parte dos alunos com autismo, em uma possível resistência à adaptação da rotina escolar, ou ainda, no desenvolvimento de conteúdos básicos em sala de aula. No entanto, em meio a tudo isso, tem prevalecido o consenso de que é preciso estimular a interação social dessas crianças e não há melhor maneira de fazer isso do que pelo contato com outras crianças, e, de modo particular, no espaço escolar.

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O processo de inclusão é muito mais do que só estimular o convívio social. Há muitos benefícios que alcançamos por meio desse processo. A convivência com outras pessoas que não aquelas comuns ao ambiente familiar, pode estimular a criança a desenvolver ou potencializar recursos emocionais para ultrapassar os desafios que antes pareciam impossíveis de serem transpostos.

“Em um ambiente de estímulo podemos notar muita evolução acontecendo. Não é incomum vermos crianças que nunca falaram começarem a dizer as primeiras palavras, algumas que não permitiam o contato físico, procurarem por afeto nos abraços dos colegas e professores, outras criando vínculos mais sólidos com os pais, com os quais antes não conseguiam estabelecer uma conexão mais profunda. É incrível ver o que acontece quando se tem pessoas apoiando pessoas”, afirma Camila.

Além das vantagens para os chamados “anjos azuis”, os pequenos que estão dentro da condição do autismo, existem diversas razões para que as crianças sem necessidades especiais estejam inseridas nesse contexto. Uma delas é aprender a elaborar de maneira profunda o olhar multifocal, competência socioemocional imprescindível para a constituição da saúde emocional.

O olhar multifocal permite que uma pessoa, seja ela criança ou adulta, compreenda que a vida se constitui na diversidade, que o respeito precisa ser praticado com todas as pessoas e que precisamos desenvolver cada vez mais a consciência sobre a importância de cada indivíduo na sociedade, com suas peculiaridades e necessidades, sem que haja preconceitos.

“Não há como conviver em sociedade de maneira saudável, emocionalmente falando, se as pessoas não aprenderem que cada um tem o seu valor. É essencial que o olhar para os outros seja trabalhado e transformado com base na aceitação e no cuidado para que formemos cada vez mais seres humanos melhores”, finaliza Camila.

Written by Leandro Isola

Criador do Porta Elos, formado em Gestão de TI e pai do João Olavo. É apaixonado livros e boa informação.

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