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Jogando por um mundo melhor

Você sabia que há um bilhão de jogadores no mundo ?  No Brasil são 35 milhões e em média,  os gamers gastam 10,5 horas por semana jogando. E para  a pesquisadora Jane McGonigal, toda essa disposição das pessoas para gastar horas à frente da TV ou do computador, controlando avatares digitais pode ser usada para fazer do mundo em que vivemos um lugar melhor. Transformemos, então, a vida em um grande jogo.

Em conferências no TED (Technology, Entertainment, Design) e na  Digital Age,  Jane McGonigal enfatizou que games não são perda de tempo. “Eles causam emoções positivas da forma mais rápida e confiável do que qualquer outro tipo de interação que conhecemos”.

Segundo ela, os jogos liberam um hormônio que faz com que o usuário se sinta melhor consigo mesmo e, no caso dos multiplayers, confie mais nos outros. Bastam 20 minutos de diversão para sentir os efeitos durante todo o dia, defende a especialista. Os jogos provocam eustresse – o estresse positivo – que deixam a pessoa mais ambiciosa e faz com que ela cause melhor impressão.

Exemplos de jogos que melhoraram as vidas das pessoas

McGonigal falou de alguns games que repercutiram de maneira positiva na vida real – em dois deles ela ajudou no desenvolvimento. O primeiro, World Without Oil (O Mundo sem Petróleo), convidava os usuários a pensar um mundo em que o combustível não existisse mais.

Pessoas de dezenas de países começaram a criar uma realidade alternativa, sugerindo soluções para a falta de petróleo nas mais diversas áreas de atividade. Podiam usar imagens, vídeos, textos, apresentações. No final, muitas da ideias amadureceram e foram usadas em projetos que buscam um planeta mais sustentável.

O segundo jogo, Evoke (Evoque), foi lançado na África do Sul a pedido do Banco Mundial. A ideia era ensinar a população daquele país a empreender. Algumas missões eram dadas a cada período – tarefas a serem completadas na vida real – e as pessoas que filmassem suas realizações eram avaliadas pelos outros usuários e poderiam receber um certificado da própria instituição.

O Evoke fez tamanho sucesso que chegou a outros países do continente antes mesmo de os desenvolvedores pensarem em distribui-lo a esse locais. Mais de cinquenta empresas surgiram por consequencia do projeto. E o jogo chega ao Brasil no ano que vem.

Veja a palestra de Jane McGonigal


Written by Leandro Isola

Criador do Porta Elos, formado em Gestão de TI e pai do João Olavo. É apaixonado livros e boa informação.

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