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Mais uma lição do Japão, as comunicações

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[adrotate group=”10″]Muitos já viram na TV, internet e jornais, o Japão sendo refeito em questão de dias, estradas destruídas e em menos de 10 dias totalmente refeitas, enquanto no Brasil, a Rodovia Transamazônica, que foi inaugurada em 30 de agosto de 1972, ainda não esta pronta. Mas o Japão mostra competência ainda maior nas comunicações, outro calcanhar de Aquiles no Brasil.

Os terremotos e tsunamis que atingiram parte da costa japonesa tiveram diversas conseqüências para a infraestrutura de comunicações do país, o problema acende alertas em outros países com áreas costeiras sujeitas a desastres. Mas mesmo sabendo da possibilidade, é impossível se preparar para desastres da magnitude do terremoto japonês. segundo o analista Jack Gold,“Mesmo que operadoras de telecomunicações digam o contrário, haveria um grande colapso se o evento fosse em qualquer outro local”.

Mas o Japão mostrou mais uma vez que fez a lição de casa, observando o que aconteceu com os desastres norte-americanos de tamanhos bem menores, como o ataque terrorista às torres gêmeas de 11 de setembro de 2001 ou a devastação da região do Golfo do México pelo furacão Katrina, em que demorou dias e até semanas para que fosse restaurado o funcionamento normal das redes de telecomunicações

Alternativas podem passar por telefones via satélite, rádios bidireccionais de comunicação e até rádios FM a pilhas.

No Japão uma das formas utilizadas no para estabelecer comunicação no momento do desastre foi o uso de telefones via satélite e rádios. Os rádios que faz comunicação ponto a ponto dispensando torres de sinal se estiverem a poucos quilômetros de distância, e custa menos de 50 dólares, é um dos equipamentos que pode fazer partes do plano de contingência pessoal, para desastres.

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Mas o país mostrou ser exemplo de eficiência, em alguns lugares as comunicações foram restabelecidas em pouco mais de 5 horas, uma de nossas leitoras a Eli Ivanski que mora no Japão há mais de 20 anos, comenta como foi à eficiência japonesa para restabelecer as comunicações “O telefone ficou super congestionado, especificamente a linha de celular, no residencial não tive problemas. Inclusive, por não poder usar o celular, usei o residencial. No momento estava trabalhando, como conecto o Twitter pelo celular, percebi que a internet do celular não teve problemas! E foi por ai que tive informações do pessoal e do que estava acontecendo. Foi o maior meio de comunicação que tivemos naquela hora.”

E ela continua, mostrando como as redes sociais, especialmente o Twitter foi importante no dia do desastre ” E foi pelo Twitter que começamos a pedir que não ligassem para celular para descongestionar e deixar para as emergências. O pessoal do Twitter esta de parabéns por estar em tempo real mandando noticias e, mais ainda, sendo solidários com os que estavam assustados no momento.”

No Brasil, vivemos o oposto, nosso amado país não tem terremotos e nunca foi atingido por tsunamis, na maioria dos estados não temos invernos rigorosos e mesmo assim, não conseguimos ter uma internet de alta velocidade, as empresas de telefonia lideram ranking de reclamações do PROCON, suas tarifas são uma das maiores do mundo.
Temos muito que aprender com o Japão, não?

Written by Leandro Isola

Criador do Porta Elos, formado em Gestão de TI e pai do João Olavo. É apaixonado livros e boa informação.

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