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Mulheres promovidas no trabalho pedem mais divórcio

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Conseguir um emprego “top” ou ganhar uma promoção elevada no trabalho, aumenta drasticamente as chances de divórcio das mulheres, mesmo em países igualitários. Por que o mesmo não acontece com os homens?

Conciliar uma carreira bem sucedida e agradável com um relacionamento romântico satisfatório é uma meta de vida para muitos de nós. No entanto, mesmo em países com maior igualdade de gênero, encontrar uma parceria durável é bem mais difícil para mulheres que voam alto do que para homens.

A Suécia é considerada o primeiro país em igualdade de gênero na União Européia, graças a fatores como licença parental generosa, creche subsidiada e acordos de trabalhos flexíveis. Neste panorama, economistas estudaram como as promoções nos melhores empregos afetavam a probabilidade de divórcio para cada gênero. E o resultado reflete tão bem uma realidade já conhecida aqui no Brasil: as mulheres estão muito mais propensas a pagar um preço pessoal mais alto pelo sucesso na carreira.

Publicada no American Economic Journal, a pesquisa desenvolvida pela Dra. Johanna Rickne, da Universidade de Estocolmo, verificou que uma mulher que se torna CEO tem maior tendência a divorciar mais rapidamente do que homens que se tornam CEOs.

O artigo, que analisou o comportamento de homens e mulheres heterossexuais que trabalham em empresas privadas com 100 ou mais funcionários, descobriu que mulheres casadas tinham 2x mais chances de se divorciarem três anos após a promoção para o nível de CEO, quando comparadas aos homens.

No setor público, o comportamento tende a se repetir. Ao analisar os registros obtidos nos últimos 30 anos, pode-se perceber que prefeitas e parlamentares promovidas, após eleição, dobraram suas chances de se separarem de seus parceiros. Médicas e policiais também apresentaram tendência similar.

Veja em nosso site :

Número de traições e divórcios aumenta por causa do WhatsApp

Idoso pede ex em casamento após 43 anos de divórcio

Mas porque mulheres se separam mais ?

Embora a Suécia, que possui legislação e estruturas sociais para criar a expectativa de que “não é preciso escolher entre família e carreira”, a pesquisa revelou que a realidade das famílias, quando as mulheres avançam na carreira, é muitas vezes diferente dessa história.

Muitos casais experimentam estresse e atrito, quando há mudanças na divisão de seus papéis econômicos e sociais, como por exemplo, divisão de tarefas domésticas ou tempo de lazer. De acordo com a pesquisa realizada, esse estresse é frequentemente ampliado quando a mulher é promovida, porque cria, na maioria das vezes, incompatibilidade de  expectativas.

A hipótese levantada com estes resultados é que, os maridos de mulheres promovidas acharam a situação mais difícil de lidar do que as esposas casadas com homens de alto desempenho profissional.

Os pesquisadores ressaltam que o “mercado de casamento” não acompanha, muitas vezes, o mercado de trabalho, no que diz respeito à igualdade de gênero, uma vez que “ainda é incomum, os homens serem o principal cônjuge de apoio na carreira profissional”.

De acordo com Charlotte Ljung, CEO de um grupo de móveis e camas de luxo na Suécia, “é também a percepção de poder – quem ganha mais dinheiro”, argumenta. “Os homens hoje acham isso intrigante no começo e querem ser vistos como apoiadores. E isso é algo muito positivo. Contudo, acho que alguns passos adiante, quando a realidade entra em ação, pode ser mais difícil para os homens lidar”.

Com ou sem filhos, a tendência ao divórcio de mulheres com alto desempenho profissional persiste. Então, como as mulheres com bom desempenho profissional podem reduzir as chances de entrar em relacionamentos que desestabilizam quando alcançam o topo de suas carreiras?

A escolha do parceiro é vital nesse processo. Embora não seja tão simples.

A comunicação ainda é a melhor ferramenta para se tentar driblar os desafios num relacionamento.

Quebrar paradigmas é sempre conflitante. A valorização da mulher como protagonista de carreiras exemplares ainda sofre contragolpes de estereótipos antepassados.

As mudanças sociais poderão até ocorrer, mas ainda teremos esta realidade presente na sociedade contemporânea por longos anos, enfatizam os pesquisadores.

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