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O professor favorito de Bill Gates e de seus filhos Salman Khan

Salman Khan produz palestras on-line que são assistidas pelos filhos do fundador da Microsoft, Gates elogiou as “incríveis” aulas de dez a 15 minutos da ONG Khan Academy, um vasto tesouro digital de minipalestras grátis, que “tenho usado com meus filhos”. Rory, de 11 anos, continuou Gates, é fã dos vídeos de álgebra e biologia da escola virtual de “Sal”. A Khan Academy, da qual Khan é o único professor, aparece no YouTube e em outros lugares e é sem dúvida o site educacional mais popular da internet.

Em uma casa de campo simples, junto à estrada principal do Vale do Silício, em um closet reformado, cheio de prateleiras e equipamentos de vídeo que valem algumas centenas de dólares, sobre o tapetinho vermelho de seu bebê, fica o epicentro do terremoto educacional que cativou Gates e outros. É ali que Khan produz aulas on-line de matemática, ciência e uma série de outros assuntos que o transformaram em uma sensação na web.


O que é notável na Academia Khan, além de sua publicidade boca a boca e de seu rápido crescimento, é que ela é grátis e valoriza a concisão. Desde que ele começou suas aulas, no final de 2006, a academia recebeu 18 milhões de visitas únicas em todo o mundo, incluindo os filhos de Gates. A maioria dos visitantes era dos Estados Unidos, seguidos de Canadá, Inglaterra, Austrália e Índia.

Khan diz atingir cerca de 200 mil estudantes. “Não existe motivo para que não sejam 20 milhões.” Suas aulas simples, em tom de conversa – o rosto de Khan nunca aparece e os espectadores só veem os esquemas e diagramas simples, passo a passo, em um quadro-negro eletrônico -, são mais que um exemplo de mídia viral distribuída para o universo por baixo custo. A Academia Khan encerra a promessa de uma escola virtual: uma transformação educacional que despreza as salas de aula, os campus e a infraestrutura administrativa, e até os professores de grife, será que daria certo ?

Sobre Salman Khan

Nascido e criado em Nova Orleans – filho de imigrantes da Índia e do atual Bangladesh -, Khan foi durante muito tempo um astro acadêmico. Além do mestrado em administração por Harvard, ele tem três diplomas do MIT: um de matemática e um diploma e mestrado em engenharia elétrica e ciência da computação. Também foi presidente de sua classe no MIT e professor voluntário na Brookline, ali perto, para crianças talentosas, assim como desenvolveu um software para ensinar crianças com déficit de atenção. O que não sabe, ele pega em leituras e reflexões intermináveis: seu dom, como o de muitos professores, é a capacidade de resumir o que é complexo. “Parte da beleza do que ele faz é sua consistência”, diz Gates.

Khan trabalhou para o pequeno fundo de investimentos no qual havia entrado depois de Harvard, o Wohl Capital Management. Ele disse que tirou “menos de US$ 1 milhão” antes que o fundo sediado no Vale do Silício naufragasse,em 2008, criou seu próprio fundo, que não decolou. Ele usou seu pé-de-meia para comprar uma casa com sua mulher, em um dia comum, ele grava algumas aulas, responde a posts de seus alunos, telefona para especialistas quando empaca na explicação de um conceito e examina indagações de potenciais investidores curiosos.

Não quero dinheiro

Ele afirma que não se interessa por monetarizar sua operação, cobrando matrículas ou vendendo anúncios. “Já tenho uma linda esposa, um filho hilário, duas motos e uma casa decente”, declara em seu site. Mas isso não deteve as doações, sendo a mais notável a de John Doerr, o capitalista de risco do Vale do Silício, e de sua mulher, Ann. Há pouco tempo chegou pelo PayPal uma doação de US$ 10 mil para o site (um presente típico é de US$ 100).
Quando se conheceram, Ann Doerr disse a Khan que não podia acreditar que a maior doação fora a dela. “Adoramos o que você está fazendo.” Quando ele chegou em casa, encontrou uma mensagem de Ann: “Você tem US$ 100 mil no correio”. Khan está usando esse dinheiro para pagar um salário para si mesmo.

Em julho de 2010, a academia recebeu mais US$ 100 mil – de John McCall Mac- Bain, um empresário canadense que fez fortuna no setor editorial. “Se eu tivesse US$ 1 milhão”, diz Khan, “financiaria o desenvolvimento de software de conjuntos de problemas automatizados e traduções dos vídeos”. Bill Gates, cuja fundação gasta US$ 700 milhões por ano em educação nos Estados Unidos, pretende conversar com Khan em breve.

Ensino a Distancia :

O aprendizado a distância e os cursos por correspondência existem desde a invenção dos correios. E há muitas escolas particulares e comerciais no Brasil. Os cursos de educação a distância movimentaram mais de R$ 1,1 bilhão em 2010, de acordo com o anuário E-learning Brasil. Os cálculos de projeção deste segmento de mercado sugerem que até 2013 o mercado vai girar a cifra de R$ 2,5 bilhões, acompanhando o crescimento médio da modalidade didática, projetado para 30% ao ano.

Fonte : Pequenas Empresas

Written by Leandro Isola

Criador do Porta Elos, formado em Gestão de TI e pai do João Olavo. É apaixonado livros e boa informação.

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  1. As melhores aulas do Youtube, agora em português
    A Fundação Lemann, em parceria com o Instituto Natura e o Instituo Península, está trazendo a Khan Academy para o Brasil. As vídeo-aulas do fenômeno Salman Khan, que já foram assistidas mais de 115 milhões de vezes no YouTube, podem agora ser vistas em português (www.fundacaolemann.org.br/khanportugues). Até o final de maio, o canal contará com mais de 340 vídeos de Aritmética, Biologia, Química e Física.
    Além da dublagem e adaptação das aulas para o português, a Fundação Lemann aposta em levar a Khan Academy para as escolas públicas brasileiras. Inspirada por um projeto piloto desenvolvido na Califórnia, a Fundação quer usar os vídeos e o software de exercícios do site para ajudar a melhorar o aprendizado dos alunos. A ideia é oferecer a ferramenta para os professores, que poderão acompanhar em tempo real o desempenho dos seus alunos, contribuindo com uma maior individualização do ensino. O projeto começa em três escolas públicas de São Paulo, ainda este mês.
    A iniciativa foi destaque em reportagem de capa da revista Veja. “Sabemos que com os métodos tradicionais dificilmente conseguiremos oferecer um ensino mais personalizado a todos com a urgência de que precisamos”, afirmou Denis Mizne, Diretor Executivo da Fundação Lemann, em entrevista à revista.

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