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O que é o funk ostentação?

Saiba mais sobre o ritmo do momento, o Funk ostentação que virou febre no Brasil, tem sua definição como um estilo musical difundido principalmente entre as classes sociais mais pobres, embora afirme valores comuns às classes mais ricas. No funk ostentação, à diferença do funk carioca, não se fala diretamente em crime, drogas ilícitas ou sexo. Há uma virada: da criminalidade para o consumo. (fonte Wikipédia )

As letras deixam de falar de crime para falar de dinheiro, mulheres ou fazer apologia de bens de consumo marcas famosas de roupas, como carros, motocicletas e bebidas. Embora tenha ganhado muito espaço na mídia e no rádio, o funk ostentação tem gerado muitas polêmicas e boatos, por vezes maldosos, ou até e às vezes sendo motivo de preconceito por demais grupos da sociedade brasileira.

Além dos carros de luxo, chamados pelos MCs de “naves”, é importante ostentar o “kit”, expressão que define os acessórios do vestuário: tênis, bermuda, camisa, anéis e colares, óculos escuros e boné. Roupas da Oakley e tênis da Nike ou da Adidas estão entre os mais citados nas letras. “O visual dos funkeiros sempre foi inspirado nas estrelas do rap americano, mas isso nunca foi tema das letras no funk carioca”, afirma o jornalista Sílvio Essinger, autor do livro Batidão, sobre a história do funk no Brasil.

Veja vídeo resumindo o funk ostentação:

O exemplo máximo de sucesso com letras de ostentação é o rapper 50 Cent, astro do hip-hop americano. Esse estilo musical deu origem nos anos 1980 ao funk carioca. 50 Cent tem discos como Power of the dollar (O poder do dólar) e Get rich or die tryin’ (Fique rico ou morra tentando). “O sucesso do funk de ostentação em São Paulo casa com a tradição da cidade de escutar hip-hop americano”, diz Essinger.

MC Guimê considerado o rei do funk ostentação, fatura R$ 400 mil por mês.Por trás do sucesso de público nos shows e de acessos no YouTube, está uma infraestrutura comparável à de astros ascendentes em outros estilos populares, como o sertanejo universitário. “A gente quer mudar o funk, com seriedade e profissionalismo”, afirma Hugo Alencar, empresário das principais estrelas do funk paulista.

Para MC Guimê, dos hits Tá Patrão e Plaquê de 100, e KondZilla, diretor dos principais clipes e espécie de Midas, o acesso à tecnologia foi fundamental para que esta música pudesse ser produzida e consumida.

Toda essa cultura do consumismo exagerado não é culpa do funk ostentação. Ela já existia antes e continuará existindo depois que essa moda passar. É somente mais um dos elementos dessa cultura, que rapidamente é assimilada pelos jovens da periferia, mas não somente por eles. A grande mídia adorou o funk ostentação, pois em muitos dos seus sites vemos várias reportagens sobre os funkeiros desse novo estilo e os mesmos estão presentes com grande frequência nos programas de TV.

Written by Leandro Isola

Criador do Porta Elos, formado em Gestão de TI e pai do João Olavo. É apaixonado livros e boa informação.

2 Comments

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  1. Nos EUA funk ostentação é já existe faz tempo e não rola tanto preconceito como no Brasil

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