Olodum comemora 35 anos

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O Olodum é um maiores grupos da cultura do nacional, mundialmente reconhecido, com apresentações em dezenas de países, em todos os continentes. Michael Jackson, Paul Simon, Jimmy Cliff, são apenas alguns dos astros que se apresentaram junto com o Olodum. No Brasil raramente você irá encontrar alguém que nunca ouviu uma musica do Olodum.

O Olodum foi criado como alternativa carnavalesca dos negros em Salvador, o grupo virou expoente da cultura afro-brasileira. Cultura que ajudou a divulgar em 35 países espalhados por todos os continentes.

Até os anos 70, os grandes blocos do carnaval da Bahia eram compostos majoritariamente por brancos. Para garantir a festa da população negra e enfrentar o racismo, em 1974, foi criado o Ilê Aiyê, que no último carnaval recebeu homenagem pelos seus 40 anos. Depois daquela iniciativa, outras comunidades produziram seus blocos, como o Malê Debalê (1979) e o Muzenza (1981), muitas vezes reunindo moradores de bairros específicos. No caso do Olodum, o Maciel-Pelourinho.

O bloco Olodum se apresenta nas ruas do PelourinhoRoosewelt Pinheiro/ Arquivo Agência Brasil

Historiador e integrante do Movimento Negro de Campina Grande, Jair Silva considera que as ações dos blocos afro foram fundamentais para a afirmação da identidade negra, no Brasil: “É um movimento que escreve história, que tem esse compromisso de desvendar fatos que foram negados pela cultura branca que ainda é hegemônica em nosso país.” De acordo com Jair, ao falar da luta pela liberdade, o Olodum, que se assume como movimento social, “criou autoestima para a comunidade negra da Bahia”.

O grupo transformou a musicalidade africana calcada na percussão e originou novos ritmos, como o Ijexá, Samba, Alujá, Reggae, Forró e se transformou numa expressão viva do samba-reggae.

Olodum anima o carnaval na capital baianaMarcelo Gandra/Agecom

O grupo surgiu de uma brincadeira carnavalesca em 25 de abril de 1979 entre os amigos Carlos Alberto Conceição, Geraldo Miranda, José Luiz Souza Máximo, José Carlos Conceição, Antônio Jorge Souza Almeida, Edson Santos da Cruz e Francisco Carlos Souza Almeida. O que era para ser uma opção de lazer momentânea para os moradores do Maciel-Pelourinho ganhou todo o mundo.

A palavra Olodum é de origem Yorubana, idioma falado pelos Yorubás vindos da Nigéria e do Benin para a Bahia em séculos passados. A palavra completa é Olodumaré – o Deus criador, o Senhor do universo e representa no Candomblé um princípio vital, a Suprema Ordem Fundamental – SOF.

O grupo ganhou sonoridades diferentes, transformou a musicalidade africana calcada na percussão e originou novos ritmos, como o Ijexá, Samba, Alujá, Reggae, Forró e se transformou numa expressão viva do samba-reggae, ritmo idealizado por Neguinho do Samba. Daí em diante, o que era apenas um sonho, virou realidade. O Olodum conquistou o mercado musical e se transformou numa das bandas percussivas de maior sucesso no Brasil e até internacionalmente. (com informações da Agencia Brasil)

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