Planos de saúde terão que cobrir diagnóstico e tratamento do Zika Vírus

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acaba de autorizar as operadoras de planos de saúde a incluírem em sua cobertura o tratamento do Zika Vírus. A medida entra em vigor a partir do dia 6 de julho. Além do tratamento, os planos deverão realizar exames para diagnóstico do vírus que, atualmente tem sido relacionado à ocorrência de casos de microcefalia em todo país.

Quem pode ter tratamento via plano de saúde

A mudança estabelecida pela ANS beneficia apenas os grupos considerados como prioritários. Ou seja, grávidas e recém-nascidos suspeitos de serem portadores do vírus da Zika. Terão acesso aos serviços:

● Gestantes
● Bebês concebidos por pacientes que foram infectadas pelo Zika Vírus
● Recém-nascidos com microcefalia e/ou que nasceram com problemas no sistema nervosos
● Recém-nascidos com suspeita de malformação congênita pelo contágio de Zika Vírus

Alto risco de microcefalia

O aumento dos casos de microcefalia nos bebês é a maior preocupação da agência reguladora A doença congênita, que tem sido associada ao vírus da Zika, se caracteriza pelo desenvolvimento anormal do cérebro.

As grávidas também são um grupo estratégico. Além de serem mais suscetíveis a contrair Zika Vírus, podem transmitir a doença ao feto.

Exames com cobertura dos planos de saúde

Os principais exames para detectar se o paciente possui Zika Vírus podem ser realizados por meio das operadoras de plano de saúde. Confira quais são:

PCR (Polymerase Chain Reaction)

O exame chamado Reação em Cadeia da Polimerase, mais conhecido pela sigla PCR, é capaz de detectar a presença do vírus em seu estágio inicial. Esse exame precisa ser realizado pelas pacientes grávidas até 5 dias após começarem a apresentar os sintomas do Zika Vírus.

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IgM

O teste sorológico conhecido como Imunoglobulina M é visa à identificação de anticorpos no organismo. Ele é capaz de detectar a presença de anticorpos que são produzidos na fase aguda da Febre Zika.

Esse exame é recomendado para quem está nas primeiras semanas de gestação como parte do pré-natal. O ideal é que seja repetido no segundo trimestre da gravidez. Além disso, recém-nascidos com malformação congênita relacionadas ao Zika Vírus e bebês que nasceram de mães infectadas também precisam realizar esse exame.

IgG

O teste sorológico conhecido como Imunoglobulina G serve para descobrir se a gestante já apresentou infecção anterior pelo Zika Vírus ou se é a primeira vez que contraiu a doença. Esse exame é recomendado apenas para recém-nascidos e grávidas que tiveram resultado positivo no IgM.

Um vírus com graves consequências

O Zika vírus é transmitido pelo Aedes Aegypt, mesmo mosquito transmissor da dengue e da Febre Chikungunya. Apenas cerca de 20% dos infectados apresentam os sintomas que incluem dores no corpo, febre, machas vermelhas e coceiras. Além de estar relacionada à ocorrência da microcefalia, o vírus pode desencadear a Síndrome de Guillain-Barré, que ataca os sistema nervoso que, se não tratada a tempo, pode levar à morte.

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