Professores e funcionários das Fatecs e Etecs, continuam lutando (ajude)

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Na última sexta-feira, 20 de maio, segundo o Sinteps (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza) cerca de 2 mil pessoas protestaram no vão livre do MASP, e fizeram passeata pacífica até a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, concluindo que a greve continuava porque naquela manhã, reunião de negociação entre governo e sindicato sinalizava que nenhum reajuste seria proposto aos funcionários do Centro Paula Souza, que reclamam perdas salariais que chegam a 58% para professores e 71% para administrativos, o governo, dia 12 de maio tinha anunciado aumento de 11%, que para os professores das Etec´s, cuja hora aula atualmente é 10,00, implicava um aumento de R$1,00.

Com o protesto na Av. Paulista o movimento tomou força e com apoio do deputado Carlos Gianazzi foi agendada, uma audiência pública na Assembleia Legislativa que acontece nesta quarta-feira, 25/5 às 14 horas. Segundo Gianazzi, foram convocados a superintendente Laura Laganá e os secretários de Gestão e de Desenvolvimento, para explicar os motivos do arrocho salarial no Centro Paula Souza.

A audiência pública desta quarta-feira é momento chave para o êxito do movimento de greve dos funcionários do Centro Paula Souza que não querem aumento de salário e, sim, reposição de perdas salariais. Todos estão convidados a apoiar os professores e administrativos comparecendo à Assembléia Legislativa do estado de SP, que fica na Av. Pedro Álvares Cabral, 201. São Paulo – SP – PABX: 3886-6122.

Aumento

“Estamos sem aumento há seis anos e um reajuste de 11% não repõe nada. Não dá para voltar ao trabalho desse jeito. Acredito que a partir de segunda-feira (30), a adesão vá aumentar”, diz o vice-presidenre do Sinteps, Salvador dos Santos Filho.

Em nota, o governo do Estado de São Paulo afirmou que repudia o movimento grevista e que além do reajuste de 11%, definiu os critérios para a avaliação de desempenho, que será realizada em junho. “[Esta] possibilitará aos que obtiverem o mérito um ganho que, somado ao reajuste, pode chegar a até 24%, ainda este ano. [O governo] também propôs um novo plano de carreira, que está sendo construído pelo Centro Paula Souza, com apoio de especialistas de ensino, que deverá ser apresentado num período de até 60 dias”, diz a nota.

Quando a educação brasileira será levada a sério ?. O estado quer fabricar o Ipad, mas não quer dar um salário digno para os professores dos cursos tecnológicos.

“A função de um educador é essencial para tirar o nosso país da pobreza e construir cidadãos plenos”, dizem alguns. São palavras muito românticas e belas. Mas como sonhar não é crime neste país, então, vamos sonhar. Ser professor hoje, seja na escola pública ou privada, é um ato de heroísmo.

Ajude nesta luta divulgue em sua rede social.

Colaborou : Diane Fiala

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