Tecnologia na Saúde

Não é novo dizer que as novas tecnologias invadiram nossas casas. Os televisores, por exemplo, já nos conectam a internet, e, além de ver filmes, trocamos emails e muito mais. A interatividade é o principal ponto de investimento das grandes empresas. Hoje, um simples joystick é pensado para ações naturais e movimentos corporais é a tecnologia na Saúde.

Para a saúde, já estão em desenvolvimento sistemas de avaliação motora e reabilitação, baseados nos hábitos do cotidiano de nossas casas. São ações como: sentar, levantar, caminhar, gesticular, entre outros. E então, percebemos um número infinitamente maior de pequenos dispositivos que silenciosamente invadiram nossos lares.

Estas ferramentas querem identificar problemas atuais e futuros, para um público geral ou particular, etc. A tecnologia se alia às necessidades da indústria da saúde e a permeabilidade em nossos lares é rápida. Para Rodrigo Souza, da ECO Sistemas, empresa especializada em tecnologia da informação para saúde, aparelhos passam despercebidos, mas, ao analisar, notamos que desde um simples termômetro digital, um medidor de pressão, glicose ou oxímetro, todos passaram a ser rotulados de sensores ou medidores.

São aparelhos que integrados e conectados, sem fio de preferência, contam, com mais um aliado: a internet. Desta forma, são capazes de informar aos médicos como está o estado de saúde atual do paciente. Ou seja, faz-se o link casa-consultório-hospital.

“Outro exemplo vem do uso dos iphones ligados a sensores, transformando-os em um eletrocardiógrafo portátil. Isso faz com que haja transmissão instantânea de sinais vitais ao médico”, comenta Rodrigo, que é consultor em planejamento estratégico e tecnologia da informação.

O acessório, chamado UP, faz parte de um sistema que monitora as três frentes que impactam diretamente na qualidade de vida de uma pessoa - alimentação, sono e atividade física, e que funciona em conjunto com um app para iPhone, iPad e iPod Touch

Vale citar também as propostas de homecare, que inovam em monitorar pacientes remotamente, não apenas por sensores, mas pelos equipamentos alugados. Dos balões de oxigênio até os equipamentos para hemodiálise, basta possuírem algum tipo de porta de conexão para enviar dados aos centros de acompanhamento.

Rodrigo faz um alerta neste cenário. O que falta então para compor um quadro maior de telemedicina, apoio remoto ou videoatendimento? Segundo ele, além de regulamentação, óbvio, é a confiança do paciente nos resultados. Evitar deslocamento e prover mais informações por históricos digitais do que eventuais relatos verbais e situacionais são exemplos dos benefícios.

A proposta de monitoramento e atenção a saúde por canais virtuais deixa de ser apenas por meio de textos digitalmente certificados ou dados soltos nas redes sociais. Forma, agora, uma visão única do indivíduo e suas necessidades específicas. Promover a integração, interatividade e interoperabilidade tendo por canal a internet permitirá que a telemedicina alcance outro patamar.

“Uma rede de contatos com especialistas dentro e fora do país para que sejam acessados de fato dentro da sua casa será um grande momento. Mas é fato, a tecnologia já invadiu nossas casas também para a saúde”, finaliza o consultor.

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