Pai é preso após matar o assassino do filho: “Alma lavada”

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Justiça com as próprias mãos, foi o que o pai Florisval Silva fez ao matar com um tiro na cabeça o assassino do filho de 22 anos, João Pedro Bento da Silva.

Florisval foi preso e confessou o crime “Primeiro ele riu na minha cara quando perguntei por que tinha matado meu filho. Daí, troquei meu carro por uma arma, dei mais um dinheiro, voltei e dei um tiro na cabeça dele. Sei que não podia fazer isso, mas estou com a alma lavada”, disse o pai, já na prisão.

Segundo a polícia, João Pedro foi morto a facadas por Lincoln Martins na madrugada do dia 1º de maio, após uma desavença . O pai foi até o local do crime e confrontou Lincoln, que teria rido na cara dele. Transtornado, Florisval  trocou o carro por uma pistola 9 mm.

“Ele voltou horas depois e foi até a casa onde estava Lincoln. Chegou lá, sob forte emoção, questionou sobre a morte do filho e deu um tiro na cabeça do responsável pelo assassinato. Ele poupou os amigos do Lincoln que estavam no local. Com as investigações, conseguimos o mandado de prisão temporária para este pai. Ele foi preso quando chegava ao trabalho e confessou o crime”, disse o delegado Tiago Dantas, de Almirante Tamandaré, cidade próxima a Curitiba.

Florisval Silva, conversou com a reportagem do jornal Banda B. Emocionado, disse que sabe que fez coisa errada, mas que na hora perdeu a cabeça.

“Quando vi meu filho morto, fui falar com o Lincoln. Ele me disse que se a PM não tinha falado nada quem era eu pra falar alguma coisa. Sou o pai do rapaz trabalhador que ele rasgou como se fosse um cachorro. Sou o pai de um menino que nunca fez nada errado, que cuidou dele desde o primeiro sapatinho. Saí de lá e fui atrás de uma arma”, contou.

Segundo o delegado, o pai não deveria ter feito justiça com as próprias mãos. “Iríamos prender o Lincoln. Estava muito claro que ele era o autor da morte do João Pedro. Havia todo tipo de vestígios, mas ele se precipitou e matou o rapaz. Este não é o caminho”, afirmou o delegado.

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Florisval deve responder por homicídio privilegiado em razão da forte emoção, informou o delegado. “Ele cometeu o crime num intervalo de tempo muito curto após a morte do filho, isso deve atenuar a pena em razão da forte emoção. Devemos indiciá-lo por homicídio privilegiado, mas a Justiça é que vai decidir o destino deste pai”, completou.

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